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ALICE IN TUMBLR-LAND

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"Alice was fascinated by what she saw in Tumblr-land. Competing fandoms, TV show quotes, and cats, cats, cats! But she kept scrolling, and nothing could prepare her for what she saw next: ____________________."

/////  More in Alice in Tumblr-land: And Other Fairy Tales for a New Generation.

[Continuação]

 

            Agora sim, poderemos começar o treinamento, a seleção terminou. Não havia mais nada de especifico, apenas realizavamos os serviços de frente de batalha e execução o qual nos era solicitado. Porém, eu estava só, não tinhamos mais uma base fixa, serviço após serviço, eu quase podia ler a historia de cada pessoa que eu matava nos seus ultimos segundos diante de minha espada, cada morte começou a pesar, eu precisava conversar com essas pessos, quem sabe assim pudesse entender o significado disso tudo, do quanto vale uma vida, no caso a minha vida.

            Durante um serviço, o qual tinhamos que defender uma cidade, todos os moradores foram encaminhados para um local seguro, ficamos apenas nós, 7 veteranos e seus 7 aprendizes, diante de um pequeno exército que atacaria pela madrugada segundo as informações, no meio da batalha, eu estava exausta, eram muitos, não dava pra saber se estava perto de terminar, a neblina não deixava eu ver o fim, os braços pesados, as pernas duras, eu podia simplismente cair e aceitar o fim, já era doloroso permanecer de pé…

- Desculpa irmão, não fui capaz de proteger nossa familia, não fui capaz de ocupar o seu lugar por direito, no final das contas eu apenas adiei o fim da nossa familia, desculpa…

"Olha bem, você não sabe contar? É só mais um."

-Quem está aí?

"Fique de pé, só mais um!"

            Fiquei curiosa, parei de pensar, de repente um silencio dominou minha mente, não escutava nada do campo de batalha, parecia uma lembrança em camera lenta, eu quase podia prever os movimentos, era um estado quase que automático, a cada inimigo no chão eu escutava…

"Só mais um, é apenas um, olhe outra vez."

"Estou sedenta, só mais um!"

"Você é só uma menininha assustada?"

"Qual o seu valor, pequena?"

"Serei sua espada, você sera minha bainha, então dance com esses mortos que ainda estão de pé"

-Então esta será a ultima dança!

            Embainhei a espada, “só temos mais esse ultimo suspiro…”. Quando cheguei na outra ponta do campo de batalha escutei meus companheiros gritarem “conseguimos!”, olhei para trás, vi os corpos dos meus inimigos no chão, todos retalhados, mas eu havia perdido, meu cabelo estava ao vento, solto, fui descoberta. Eu não tinha mais força pra resistir, ergui a espada que parecia brilhar de tão tingida de sangue..”consegui?”. Enquanto esfalescia escutei:

"Ainda estou sedenta pequena dançarina fantasma, você provou seu valor, dançou entre os mortos,  mas errou em a pensar que era a ultima dança, lembre-se, sou sua espada, e você minha bainha, eu luto por você enquanto me proteger”

            Foi assim que fiquei conhecida aquele dia, a pequena Dançarina Fantasma, fui aceita como samurai mesmo sendo uma menina, mesmo sendo uma criança de 15 anos, afinal, diante da guerra qualquer lamina afiada é bem vinda, poderiamos então voltar pra casa, porém, não existia mais casa, não existia para onde voltar, afinal, a Tormenta aconteceu para esses samurais.

Pequena Dançarina Fantasma.

 

            Quanto tempo um ser humano consegue manter a sanidade diante dos horrores da guerra?

            Nossa pequena vila, aos arredores de Tamu-ra, havia sido tomada por um grande exército, os que se revoltavam eram executados e todas as coisas que aconteciam deviam antes passar  pela ordem do general. A vila estava em estado de calamidade, muita fome e pobreza, então o general decidiu que todas a famílias deveriam contribuir um pouco mais, diante da sede de sangue sem fim, foi decretado que todas as famílias deveriam oferecer uma criança de 2-6 anos para participar de um experimento de treinamento, com o intuito de criar armas letais, que seriam temidas pelos inimigos e seriam os salvadores da vila, quem não o fizesse, quem não tivesse como contribuir seria considerado descartável pelo general. As famílias não tinham força pra resistir contra as ordens, devido ao estado caótico, poderia ser sim uma saída, tornar-se Samurai.

            Porém, meu irmão era muito novo, tinha 3 anos e eu 5, já era difícil para eu entender, imagine pra ele, diante do sofrimento da minha mãe, tomei uma decisão, sabendo que mulheres não eram aceitas no treinamento samurai, me disfarcei de menino, o que não foi difícil devido a idade, e me ofereci em nome da minha família, quando minha mãe descobriu era tarde, se ela revela-se seria a morte de toda a família por enganar o general.

            Na cerimonia de despedida das famílias, podia-se ver 107 crianças, a maioria com medo, outras não conseguiam se quer entender o que estava acontecendo. Para mim era um misto de emoções, ao passo do medo de ser descoberta e da morte em campo, a satisfação e o orgulho, afinal… “Serei uma Samurai”.

            O treinamento era árduo, fomos para outra vila distante, tínhamos como motivação a responsabilidade pela vida e bem estar de nossas famílias. Era um massacre diário, no final do primeiro ano de treinamento, já havia uma baixa de 40 crianças, todas mortas em treinamento. Recebíamos cartas uma vez por ano, mas elas em nada minimizavam a saudade. Ao completar 10 anos, no final do ano o grupo participava de um teste em um serviço solicitado junto aos samurais veteranos, quem sobrevivesse era aprovado, simples. Apenas 30 sobreviveram até esse momento e 7 após o mesmo. Então, das crianças do inicio do treinamento, apenas 7 restaram, nenhum veterano foi abatido, eram Samurais muito fortes e respeitados, o grupo no total fico em 14, cada criança tornou-se aprendiz de um deles. O meu mestre era Hiko Seijuurou.

No meio do caos, sem visão alguma, ela me puxou e disse “oi”. Eu tive medo, ela sorriu e eu respondi. Fica a vontade Laura. OMG será mais uma aventura? Sequestrou meu sono, entorpeceu o de expectativas, falando de um jeito simples, sem ser mais, sem ser menos, sendo perfeita.

Só.

Então, vamos ficar só.

Eu só, sem você, só sem mim.

Eu queria ficar só, mas com você.

Só eu e você, ficaríamos só.

Só nós dois, só então.

Eu ficaria só feliz, só com você.

Só que você não quer ficar só comigo.

Aliás, você só não quer ficar só.

Mas, só comigo também não é uma opção.

Então voltamos, só que não saímos só.

Só ficamos, cada vez mais só.

Eu só saudade, só vontade e só, simplesmente só.

Sem você, só, sem mim, só.

Só que só, estamos só juntos, sem estarmos só juntos.

Estranho, estar só com você, sem você estar só comigo.

Só que só você entende, só só.

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